Redação PN - Fotos: Divulgação- ilustrativas
Outras empresas seguem insatisfeitas com o desempenho de boa parte dos profissionais disponíveis - por isso tantas demissões pontuais e troca de funcionários. Quem está na fila do desemprego (quase 2 mil pessoas) reclama da quantidade de exigências dos contratantes e da oferta de baixos salários.
O Ministério do Trabalho confirma que 27% dos jovens (de 14 e 24 anos de idade) não trabalham e nem estuda, a chamada geração “nem-nem”. Esse grupo demonstra falta de habilidades sociais - comunicação, trabalho em equipe e pontualidade - além do interesse pelos estudos e capacitações. O analfabetismo funcional entre eles é outra realidade.
A produtividade desperdiçada que reflete em ociosidade, estagnação, impossibilidade de ascensão social ou melhoria das condições de vida. Resultados: Desemprego, pobreza e desigualdade social. Junto com os efeitos socioeconômicos da pandemia, cresceu a informalidade da mão-de-obra e piorou o nível de capacitação dos trabalhadores.
Poucos querem estudar e trabalhar (?)
Muito além da necessidade de mais gente com ensino superior, cursos profissionalizantes, técnicos e novos incentivos para o empreendedorismo, falta interesse dos jovens em seguir uma rotina diária de trabalho e salário mensal. Muitos preferem (sobre)viver às custas de programas sociais do governo, seguro-desemprego e “bicos”.
O Ministério do Trabalho divulgou os dados de Pirapora no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Em 2022 foram registradas 495 admissões/contratações e 416 demissões/desligamentos em todos os setores da economia e trabalho locais. A maior parte das demissões ocorreu no comércio.
Em 2023 foi computado um saldo negativo de 370 contratações e 399 demissões. No total, Pirapora soma 13.912 profissionais assalariados, a grande maioria deles (9 mil) concentrados na indústria e no setor de prestação de serviços - superando agropecuária, construção civil e os vários ramos do comércio.
O Censo do IBGE apontou que em 2021 Pirapora tinha 15.815 pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Ou seja, há 3 anos atrás cerca de 27% da população era economicamente ativa, com emprego e renda. O salário médio mensal dos trabalhadores formais era de R$ 2,3 mil. As mais recentes estimativas indicam o rendimento médio mensal piraporense varia entre R$ 2.830 e R$ 3.059.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social/SEDESE, a Prefeitura e a Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, emprego e renda/SEDEARE informaram que o SINE de Pirapora ficou em 1º Lugar no Norte de Minas em nível de empregabilidade. Em 2022 exatos 1.038 trabalhadores foram (re)colocados no mercado de trabalho.



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