Obra na tradicional Ponte Velha, será realizada ao longo dos próximos cinco anos e marca um novo capítulo na preservação do patrimônio e no desenvolvimento regional
Redação Pirapora News
Foto: www.minasgerais.com.brNesta terça-feira, 3 de março, foi anunciado um dos mais relevantes investimentos em infraestrutura e preservação histórica do Norte de Minas Gerais. Em articulação com o governo federal e a iniciativa privada, foi confirmada a revitalização completa da Ponte Marechal Hermes, popularmente conhecida como Ponte Velha, um dos principais símbolos históricos e culturais de Pirapora.
O anúncio contou com a presença dos prefeitos de Pirapora, Alex César, e de Buritizeiro, Pedro Braga, que celebraram a conquista considerada estratégica para o futuro da região. O projeto prevê um aporte de aproximadamente R$ 200 milhões, que será aplicado ao longo dos próximos cinco anos, garantindo a recuperação total da estrutura.
Os recursos foram viabilizados por meio de articulação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres, com apoio do diretor-geral Guilherme Theo Sampaio. A iniciativa reforça o compromisso das autoridades com a valorização do patrimônio histórico aliado ao desenvolvimento urbano e turístico.
Inaugurada no início do século XX, a Ponte Marechal Hermes teve papel fundamental na integração regional, inicialmente utilizada pelo transporte ferroviário. Com o passar dos anos, deixou de receber trens e, posteriormente, veículos. Em novembro de 1996, a estrutura foi interditada ao tráfego de automóveis por decisão judicial, permanecendo liberada apenas para pedestres, ciclistas e motocicletas, em razão de problemas de segurança, conforme registro do Estado de Minas.
Tombada como patrimônio histórico do Minas Gerais desde 1985, a ponte é reconhecida como um ícone da engenharia e da memória regional. Erguida sobre o Rio São Francisco, ela se consolidou como cartão-postal da região e símbolo da relação histórica entre as cidades de Pirapora e Buritizeiro.
Após a revitalização, a ponte deverá contar com passagem segura para pedestres, ciclistas, motocicletas e veículos de pequeno porte, ampliando sua funcionalidade sem comprometer seu valor histórico. A expectativa é que a obra impulsione o turismo, fortaleça a identidade cultural local e contribua para a integração urbana das duas margens do Velho Chico.

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