Erguida no século XVII por jesuÃtas e indÃgenas, a Igreja Bom Jesus de Matosinhos é um dos mais singulares patrimônios históricos à s margens do Rio São Francisco
Redação Pirapora News
Fotos: cbhvelhas.org.br
Às margens do Rio São Francisco, no distrito de Barra do GuaicuÃ, em Minas Gerais, um dos mais enigmáticos patrimônios históricos do estado resiste ao tempo, à ação da natureza e ao esquecimento. A Igreja de Pedra Bom Jesus de Matosinhos, construÃda em 1635 por jesuÃtas com a colaboração de povos indÃgenas, é um testemunho raro da presença religiosa e cultural no Norte de Minas durante o perÃodo colonial.
Feita em pedra bruta e integrada de forma singular à paisagem, a igreja revela traços marcantes da arquitetura jesuÃta, adaptada à s condições locais e aos saberes tradicionais da época. Ao longo dos séculos, o templo se consolidou como sÃmbolo de fé e identidade para a região, atraindo pesquisadores, moradores e visitantes interessados em compreender sua origem e permanência.
Registros históricos e imagens raras de 1968 ajudam a contar essa trajetória. As cenas mostram o cotidiano ribeirinho com canoas a vela, tropeiros cruzando caminhos de terra e os primeiros sinais da gameleira que, décadas depois, passaria a envolver a estrutura da igreja. A árvore, hoje parte inseparável do monumento, reforça a relação profunda entre natureza e religiosidade no imaginário local.
Mais do que um edifÃcio religioso, a Igreja de Pedra é um marco cultural do Vale do São Francisco. Sua história se entrelaça com as lendas da região, com a expansão colonial e com a devoção popular que atravessou gerações. Cada detalhe do local carrega vestÃgios de um Brasil antigo, moldado pela fé, pelo rio e pela resistência de um povo.
Ao revisitar o passado e observar a beleza atual do conjunto, a Igreja de Pedra de Barra do Guaicuà reafirma seu valor como um dos mais singulares patrimônios históricos de Minas Gerais, preservando a memória de um tempo que ainda ecoa nas margens do Velho Chico.






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